Mendonça vota para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora no TSE
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, votou para manter a remoção de publicações nas redes sociais que associavam Flávio Bolsonaro à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo informações publicadas por Folha de S.Paulo, UOL e CNN Brasil, Mendonça defendeu que a retirada dos conteúdos não representa censura prévia, mas sim uma medida contra publicações classificadas como desinformação no contexto eleitoral.
O caso começou após a campanha de Flávio Bolsonaro acionar a Justiça Eleitoral contra postagens que, de acordo com a defesa, espalhavam uma informação falsa envolvendo o candidato e o tema religioso. A alegação central era de que Flávio ou pessoas ligadas a ele teriam intenção de acabar com o título de Padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida.
Na avaliação de Mendonça, publicações que apresentam essa afirmação como fato devem ser removidas quando reproduzirem o mesmo conteúdo considerado inverídico. Além disso, a decisão também atinge postagens semelhantes que repitam a mesma narrativa em diferentes formatos.
Por outro lado, o ministro fez uma distinção importante: conteúdos jornalísticos, críticas políticas, sátiras, opiniões gerais ou publicações que tratem do assunto sem afirmar como fato a informação considerada falsa podem ter tratamento diferente. Essa diferenciação ganhou destaque após Mendonça liberar uma postagem da deputada Erika Hilton, por entender que ela não reproduzia diretamente o núcleo da informação falsa.
O julgamento ocorre em meio a uma discussão mais ampla sobre liberdade de expressão, combate à desinformação e atuação da Justiça Eleitoral durante o período de campanha. Portanto, o caso passou a ser acompanhado com atenção por envolver tanto o debate político quanto os limites da remoção de conteúdo nas plataformas digitais.
Antes da análise pelo TSE, o tema também gerou divergências no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino chegou a derrubar a decisão de Mendonça. Em seguida, o ministro Luiz Fux restabeleceu os efeitos da ordem que determinava a remoção das publicações. Com isso, o caso ganhou ainda mais repercussão institucional.
Além disso, a discussão ocorre em um cenário de forte circulação de informações nas redes sociais durante o período eleitoral. Para a Justiça Eleitoral, publicações falsas podem afetar a formação da opinião do eleitor, especialmente quando envolvem temas sensíveis como religião, fé e disputa política.
Ainda assim, o debate jurídico permanece relevante porque decisões desse tipo precisam equilibrar dois pontos fundamentais: de um lado, a proteção do eleitor contra desinformação; de outro, a preservação da liberdade de manifestação e do debate público.
Com o voto de Mendonça, o TSE avança na análise sobre a validade da decisão que determinou a retirada dos conteúdos. O resultado final do julgamento deve indicar como a Corte Eleitoral pretende lidar com casos semelhantes durante a campanha.
fonte: cnn, uol
Acompanhe o Zipando nas redes sociais para mais atualizações:
Instagram: https://instagram.com/zipandonews
Youtube: https://www.youtube.com/@zipandonews
#TSE #AndréMendonça #NossaSenhoraAparecida #FlávioBolsonaro #JustiçaEleitoral #Eleições2026 #STF #PolíticaBrasil #Desinformação #ZipandoNews





