A eleição parlamentar de Israel chegou à manhã de 28 de outubro de 2026 sem uma maioria clara para os blocos liderados pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e por seu rival Gadi Eisenkot. A contagem continuava em andamento, e a distribuição definitiva das cadeiras ainda não havia sido anunciada.
Às 10h44 no horário de Greenwich, o painel de resultados da Reuters registrava aproximadamente 77,6% dos votos apurados. As pesquisas de boca de urna de três emissoras israelenses projetavam entre 51 e 52 cadeiras para os partidos alinhados a Netanyahu. O bloco de oposição aparecia com 49 a 51. Outros partidos, sem alinhamento definido com um desses grupos, poderiam influenciar as negociações.
Por que a maioria importa
O Parlamento israelense, chamado Knesset, tem 120 cadeiras. Uma coalizão precisa do apoio de pelo menos 61 parlamentares para assegurar maioria. Assim, ficar à frente na contagem ou nas projeções não garante, por si só, a formação de um governo.
Os números das pesquisas de boca de urna são estimativas feitas após a votação. Já a contagem parcial reúne votos efetivamente apurados, mas ainda pode alterar a força de cada partido. Há também um limite mínimo de 3,25% dos votos para uma legenda entrar no Parlamento, o que pode mudar a distribuição de cadeiras quando o resultado estiver completo.
Netanyahu defendeu a formação de um governo de direita. Eisenkot, por sua vez, afirmou que o primeiro-ministro perdeu apoio público e pediu que deixasse a política. As duas declarações expressam as posições dos líderes diante de um resultado ainda incompleto.
O que acontece depois da contagem
Quando a apuração terminar, a formação de uma coalizão dependerá dos apoios negociados entre os partidos. Legendas que não integram formalmente nenhum dos dois blocos podem ter papel decisivo. As negociações dependerão tanto do número final de cadeiras quanto da disposição dessas legendas para participar ou apoiar um governo.
Até a publicação dos resultados definitivos, é preciso distinguir votos contados, projeções de cadeiras e acordos políticos. Cada etapa responde a uma pergunta diferente: quem recebeu votos, quantos assentos poderá ocupar e quem terá apoio suficiente para governar.
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Fonte:
Reuters
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