O petróleo Brent chegou a US$ 112,17 por barril às 8h18 GMT de 22 de outubro, uma alta de US$ 3,35, ou 3,08%, segundo a Reuters. A cotação era a maior desde 18 de maio. No mesmo horário, o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,76%, para US$ 99,83 por barril. Os valores são um retrato daquela manhã e podem mudar ao longo do pregão.
A alta ocorreu após ataques na Arábia Saudita ampliarem a preocupação com a segurança da produção e do transporte de petróleo no Oriente Médio. Segundo a Reuters, um ataque a um aeroporto civil em Dammam deixou ao menos uma pessoa morta e oito feridas em 21 de outubro. Um ataque com drone a um campo de petróleo saudita deixou duas mortes.
Por que os ataques afetam a cotação
O mercado de petróleo reage tanto a interrupções efetivas quanto ao risco de que elas aconteçam. Quando instalações de produção, portos ou rotas marítimas ficam sob ameaça, compradores e operadores passam a considerar a possibilidade de atrasos e custos maiores para obter o produto.
A Reuters também informou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a saída de alguns diplomatas e familiares de missões no território saudita. A medida reforçou a percepção de agravamento da tensão regional. Ela, porém, não equivale a uma confirmação de redução na oferta global de petróleo.
Outro dado acompanhado pelos investidores veio dos estoques americanos. A Administração de Informação sobre Energia dos EUA divulgou em 21 de outubro seu relatório referente à semana encerrada no dia 16. Segundo os números citados pela Reuters, as reservas comerciais de petróleo bruto caíram cerca de 3,06 milhões de barris. Uma redução de estoques pode dar sustentação às cotações, embora não explique sozinha o movimento do dia.
O que observar daqui em diante
A evolução dos preços dependerá de informações sobre o funcionamento das instalações atingidas, a segurança das rotas de transporte e os dados de oferta e demanda. A cotação internacional também é relevante para empresas de energia e para a avaliação de custos de combustíveis, mas uma alta em um único dia não permite concluir qual será o efeito sobre preços pagos pelo consumidor brasileiro.
Por enquanto, o dado confirmado é a valorização registrada naquela manhã, em um mercado atento aos riscos de abastecimento.
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Fonte:
Reuters; Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos
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