O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 19 de outubro, que estaria aberto a uma conversa conjunta com os líderes da China e da Rússia sobre armas nucleares. A declaração abriu a possibilidade de um encontro trilateral, mas não representa a confirmação de uma reunião.
Segundo a Reuters, integrantes da Casa Branca discutiam a hipótese de realizar uma conversa durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), prevista para novembro na China. O formato, a agenda e a participação dos três líderes continuam incertos.
Desarmamento e outros temas
Trump indicou que a discussão poderia abordar armas nucleares e, eventualmente, comércio. A guerra da Rússia contra a Ucrânia também integra o contexto diplomático, embora o presidente americano tenha feito declarações que deixam indefinido o papel desse tema em uma eventual reunião.
O tratado New START, que limitava arsenais estratégicos de Estados Unidos e Rússia, expirou em 2026. A ausência de um acordo substituto aumenta a atenção internacional sobre qualquer tentativa de renovar negociações de controle de armamentos.
China já manifestou resistência
O governo chinês havia argumentado que seu arsenal nuclear não está no mesmo patamar dos arsenais americano e russo e que, por isso, exigir sua participação em negociações trilaterais de desarmamento agora não seria realista. Essa posição é um obstáculo para transformar a ideia em uma negociação formal.
A Reuters informou que os três líderes já se encontraram em pares, mas nunca realizaram conversas formais juntos. Também não havia confirmação das representações chinesa e russa sobre um encontro desse tipo. Até novos anúncios oficiais, a notícia é a disposição declarada por Trump, não a realização de uma cúpula.
Imagem destacada ilustrativa gerada por IA.
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Fonte:
Reuters.
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